Realismo e abstraccionismo
Mais uma vez entramos no campo do subjectivismo da arte, neste caso o do realismo e o abstraccionismo.
Realismo
O Realismo foi criado em oposição ao Romantismo, e foi criado no século XIX por volta do ano de 1850. Os realistas posicionaram-se contra os romancistas, um género literário e artístico que até então tinha dominado, nomeadamente nos séculos XVIII e XIX.
Os Realistas acreditavam na ideologia do Realismo objectivista a revoltaram-se contra a então emocionalidade exagerada do Romantismo. A verdade e a precisão tornaram-se os objectivos principais dos Realistas e ficou patente nas muitas pinturas que na altura apareceram que mostravam pessoas a trabalhar, assim como era comum no século XIX, onde havia muitas vezes locais de trabalho ao ar livre com a Revolução Industrial e a Revolução Comercial.
Com o tempo, e convenientemente na altura, este tipo de trabalho tornou-se ainda mais popular com a aparição da Fotografia, que vinha dar ainda mais aquela vontade às pessoas de querem ter representação daquilo que era mesmo o real. Quem não se lembra de ter em casa, ou de ter entrado em casa de alguém que tem aqueles tipos de quadros onde aparecem pessoas ou rapazinhos a trabalhar no campo, descalços, ao pé dum lago, e à distância uma pequena fábrica?
Abstraccionismo
Chegando ao fim do século XIX muitos artistas sentiram a necessidade de criar um novo tipo de arte que englobasse as mudanças rápidas que estavam a acontecer pelo mundo fora e nos avanços da ciência, da tecnologia e da filosofia. Foram muitas as fontes de inspiração que os artistas da época usaram para tirar argumentos, conclusões e ideias para usar neste tipo de arte. A arte abstracta caracteriza-se por usar a linguagem visual da forma, cor e linha para criar uma composição que pode ter um certo nível de independência da sua referência visual no mundo, sem perspectiva, lógica ou construção precisa.
Paul Cézanne começou como um Impressionista mas o trabalho dele mais tarde inspirou Picasso para, juntamente com o seu próprio talento e as suas próprias ideias, para desenvolver o Cubismo, juntamente com George Braque.
Qual é a melhor?
A questão não é qual é a melhor arte, mas sim qual é o género de arte que nós mais gostamos. Não devemos de ir em modas, e sim naquilo que nós queremos apreciar. Um passatempo é um passatempo porque nós os gostamos de fazer, não porque outras pessoas acham que é isso que nós devemos fazer.
Lá porque eu faço desenhos realistas de retratos de pessoas, não quer dizer que a arte abstracta, e outros tipos de arte menos realistas, não sejam apreciadas pelo mundo fora.
É tudo uma questão de gosto, e uma questão de apreciarmos os diversos géneros com o respeito que eles merecem. O mesmo se pode dizer das pessoas, e das opiniões.


