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	<title>RETRATEX</title>
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	<description>O site dos retratos e desenhos</description>
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		<title>Simetria e assimetria nos retratos</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 20:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A simetria e atractividade
Nós não pensamos muito nisso, mas muita gente tem uma parte da face um pouco, relativamente, ou bastante diferente. A isto chama-se assimetria, uma das metades da face ser diferente da outra metade da face. Simetria é quando as faces são idênticas, o que é um fenómeno muito improvável, ou talvez até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><div id="attachment_231" class="wp-caption aligncenter" style="width: 339px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/raparigasimétricaface.jpg"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/raparigasimétricaface.jpg" alt="Simetrica face duma rapariga" title="Simetria ou assimetria da face duma rapariga" width="339" height="352" class="size-full wp-image-231" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Face bastante simétrica duma rapariga</p>
</div>
<h2>A simetria e atractividade</h2>
<p>Nós não pensamos muito nisso, mas muita gente tem uma parte da face um pouco, relativamente, ou bastante diferente. A isto chama-se assimetria, uma das metades da face ser diferente da outra metade da face. Simetria é quando as faces são idênticas, o que é um fenómeno muito improvável, ou talvez até impossível. Quando dizemos que a face de alguém é simétrica, não quer dizer que tenha as duas metades da cara 100% e rigorosamente idênticas até ao mais infímo pormenor das células, porque isso nunca vai acontecer, é mais para descrever em como a face daquela pessoa é bastante simétrica.</p>
<p>A simetria também se pode expandir para o corpo, não necessáriamente para a face, se bem que seja para a face que as pessoas fazem avaliações mais fácilmente e mais frequentemente, e não tanto para o corpo, se bem que a culpa é das roupas que nós usamos.</p>
<p>Foram feitos estudos em que os participantes foram dados fotografias de várias caras de pessoas e lhes disseram para avaliar o grau de beleza ou de atractividade das faces nas fotos. Um pouco por todo o mundo, todas as culturas apontam as pessoas mais atractivas como aquelas que têm a face mais simétrica. </p>
<p>A Mãe Natureza oferece às pessoas com uma face mais simétrica traços que as tornam mais atractivas para membros do sexo oposto (e talvez do mesmo sexo dependendo da orientação sexual de cada um) e que lhes fazem aumentar as hipóteses de reprodução e achar um parceiro.</p>
<p>Este estudo é uma coisa que nós podemos fácilmente constatar. Muitos actores famosos e outras celebridades que são consideradas atractivas mostram, nem todos, mas pelo menos alguns, altos níveis de simetria na cara.</p>
<p>Neste exemplo em baixo temos o original da foto da face dum rapaz com óculos escuros, e depois temos duas variantes da foto original mostrando a cara como se as duas metades da face fossem perfeitamente simétricas, apenas com algumas proporções diferentes, mas simétricas de qualquer forma.</p>
<div id="attachment_233" class="wp-caption aligncenter" style="width: 499px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/Exemplo-de-rapaz-simétrico-e-assimétrico-face1.jpg"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/Exemplo-de-rapaz-simétrico-e-assimétrico-face1.jpg" alt="Exemplo de simetria e assimetria na face dum rapaz" title="Exemplo de rapaz simétrico e assimétrico face" width="499" height="219" class="size-full wp-image-233" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Exemplo de simetria e assimetria na face dum rapaz</p>
</div>
<p>Portanto, a desenhar retratos, a lição é, a cara das pessoas não é toda igual em relação à sua face esquerda ou direita, e mesmo quando estamos a desenhar caras de pessoas a partir da nossa imaginação, não precisamos de fazer um grande esforço visual para tentar fazer com que o outro olho fique igual a nível de proporção, porque o mais provável é que não seja se essa personagem que estamos a criar existisse. Se estivermos a fazer um retrato a partir duma fotografia para um cliente, aí sim, temos de desenhar tal e qual o que está lá, até porque há pessoas que têm a cara muito simétrica, e a proporção dos olhos, e outras características faciais, poderão ser muito iguais&#8230; ou não.</p>
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		<title>Praticar o desenho e viver a vida</title>
		<link>http://retratex.com/praticardesenhovivervida/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 13:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Desenhar e viver
Eu desenho 1 hora todos os dias. A prática é uma coisa muito importante, se queremos ser bons a fazer uma coisa, temos de saber fazê-la muita vez. Um jogador de futebol teve de praticar muito, desde pequeno, em criança, passando pela adolescência, até à idade adulta. Os melhores jogadores de futebol começaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Desenhar e viver</h2>
<p>Eu desenho 1 hora todos os dias. A prática é uma coisa muito importante, se queremos ser bons a fazer uma coisa, temos de saber fazê-la muita vez. Um jogador de futebol teve de praticar muito, desde pequeno, em criança, passando pela adolescência, até à idade adulta. Os melhores jogadores de futebol começaram assim, investindo milhares e milhares de horas de prática no seu campo de experiência favorito.</p>
<p>Isto faz-me lembrar os livros <em>Outliers</em> e <em>The Tipping Point</em>, ambos de Malcom Gladwell. Eu não li os livros, eu ouvi-os em formato audiobook, porque assim posso estar a desenhar ou a conduzir enquanto vou a ouvir. Um audiobook é um livro, mas em formato áudio, em vez de visual. Assim posso estar a aproveitar o meu tempo a aprender enquanto estou a fazer outras coisas. Eu cheguei a falar nisto noutro post meu, <a href="http://retratex.com/desenharmusica/">Desenhar com música</a>.</p>
<p>No(s) livro(s) Gladwell fala em como, para atingirmos nível de <em>expert</em> em determinado assunto, categoria, desporto, ou profissão, devemos ter 10 000 (dez mil)  horas de prática nisso em que estamos ou queremos estar envolvidos.</p>
<p>Isto faz sentido. Ele chega a dar o exemplo dos tocadores de orquestra e a diferença entre os amadores e os profissionais. Os tocadores de orquestra profissionais, em grandes companhias, treinavam, enquanto eram mais pequenos e andavam na escola, 25 a 30 horas por semana, enquanto os amadores, treinavam/tocavam 10 horas por semana, se isso. É fácil chegar à conclusão que o talento é uma coisa sobrevalorizada, é mais à base do tempo que nós investimos em nós próprios e na actividade em que estamos a ficar melhores.</p>
<p>Portanto faz sentido que pratiquemos. É preciso praticar, no entanto, também é preciso viver a nossa vida. Não devemos chegar ao ponto em que só queremos ou pensamos que &#8220;devemos&#8221; fazer certa coisa ou actividade, só porque os outros pensam que o devemos fazer, ou porque nós pensamos que temos a obrigação de assim o fazer.</p>
<p>Faz-me lembrar um colega meu que andava num ginásio. Ele ia todos os dias ao ginásio, de segunda a sábado. Eu imagino que se o ginásio estivesse aberto ao domingo que ele também lá ia. Mais tarde li um artigo em como se falava muito na anorexia feminina, e em como as mulheres deixavam de comer, e nesse artigo vinha uma análise em como uma nova &#8220;doença&#8221; emergente estava a atacar os homens, que era a mania do ginásio e do exercício, em como eles queriam ir todos os dias ao ginásio para ganhar ou manter o cabedal que eles têem.</p>
<p>A propósito disto, um amigo meu disse-me que, no trabalho dele, há um homem, casado, com duas filhas, que não foi de férias com a mulher e as filhas. Quando o meu amigo lhe perguntou porquê, ele disse, &#8220;pois, mas e o ginásio&#8230;?&#8221;. Isto ilustra bem este ponto, este homem não queria ir de férias com a mulher e as filhas para ficar e continuar aquelas 2 semanas (ou mais) no ginásio.</p>
<p>Eu acho que é bom ter um passatempo, praticar alguma coisa, investir o nosso tempo numa perícia técnica à nossa escolha. Acho isso tudo muito bem, desde que não interfira com a nossa saúde mental, ou com a nossa vida, porque ao fim ao cabo, todos nós um dia vamos fechar os olhos e ir embora, e nada disto vai fazer diferença. Mais vale aproveitar enquanto pudermos.</p>
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		<title>Desenho e presença</title>
		<link>http://retratex.com/desenho-e-presenca/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 19:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser mais presente no desenho
Esta é uma teoria interessante que eu li num fórum, e a teoria é basicamente desenhar para estarmos mais presentes, para ter mais presença.
Ter mais presença, como conceito, depende da interpretação de cada um do que é estar mais presente. Para muitos estar mais presente não é necessáriamente estar alerta e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Ser mais presente no desenho</h2>
<p>Esta é uma teoria interessante que eu li num fórum, e a teoria é basicamente desenhar para estarmos mais presentes, para ter mais presença.</p>
<p>Ter mais presença, como conceito, depende da interpretação de cada um do que é estar mais presente. Para muitos estar mais presente não é necessáriamente estar alerta e sim prestar mais atenção a nós próprios e aos outros, duma maneira serena. Eu sei que parece que estar alerta e prestar mais atenção são muito parecidos, mas estar mais presente é uma maneira de prestar atenção a nós mesmos e aos outros e ao que nos rodeia duma maneira relativamente calma e serena.</p>
<p>Estar mais presente também pode significar estarmos em contacto com uma espécie de consciência geral, da matéria e da substância de que somos todos feitos e que somos todos um. Isto já é um bocado palco para as conversas dos Gurus da Índia, ainda assim é o que estar presente significa para alguns.</p>
<p>Quando eu desenho, eu não estou necessáriamente mais presente, aquilo que eu noto é que posso entrar numa espécie de trance, em que deixo de notar sons e outras coisas à minha volta. Não num sentido absurdo, do tipo, havia um terramoto (bater na madeira 3 vezes) e eu continuava a desenhar, não, não é isso, porque qualquer problema à nossa integridade física iria activar o nosso instinto de sobrevivência e iríamos fácilmente sair de qualquer trance.</p>
<p>Quando eu digo trance eu refiro-me a tudo, não quero dizer só hipnose. E já agora, uma pessoa hipnotizada está em completo controlo de si mesma. Aquelas pessoas que vemos na televisão a serem sujeitas aos hipnotizadores de palco, são pessoas que fazem aquilo de livre vontade, são pessoas que querem sair à sua rotina e vida normal e que se querem comportar duma maneira que normalmente não se comportam. Só o simples facto de terem aceite o convite dum hipnotista de palco já significa que estão dispostos a dar espectáculo e estão receptivos às ordens.</p>
<p>Trance pode ser muita coisa. Entramos em trance enquanto conduzimos de carro, ou vamos de autocarro ou de outro transporte ou caminho qualquer que fáçamos duma maneira frequente. Entramos em trance ao ver televisão, etc, etc. E já agora, estar em trance não significa que estamos com os olhos fechados ou que parecemos uns tontinhos, não, estar em trance apenas pode querer dizer que estamos a fazer uma determinada actividade. No exemplo do carro, muitas vezes eu vou a conduzir e quando dou por mim penso &#8220;já conduzi até aqui?&#8221;.</p>
<p>Eu desenho todos os dias, e além do facto de eu entrar em trance algumas vezes enquanto desenho, ou os retratos ou seja o que for, eu não costumo estar mais presente, ou pelo menos não encaro isso como estando mais presente, ou sentir-me <em>enlightened</em>, ou esclarecido, ou um erudito por causa disso.</p>
<p>Por outro lado, isso não quer dizer que não possa ser uma boa actividade. Para muitas pessoas, mesmo que não tenham muita perícia técnica, desenhar e pintar é uma actividade relaxante. Secalhar para mim também é relaxante, eu é que já desenho há tanto tempo que provavelmente já me esqueci do quão relaxante é e já se tornou banal.</p>
<p>Experimentem, talvez para vocês desenhar até pode ser um exercício relaxante que vos pode dar mais presença de espírito e talvez até alguns benefícios que estão associados com a meditação.</p>
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		<title>Caras dum retrato</title>
		<link>http://retratex.com/carasretrato/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 06:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Expressões faciais nos retratos
Sou da opinião de que para se ser um bom artista de retratos é preciso, não só praticar bastante, como conhecer também a cara humana em detalhe, incluindo a cabeça e o crâneo humano. Da mesma maneira de que artistas que se focam na figura humana e estudam o esqueleto humano e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Expressões faciais nos retratos</h2>
<p>Sou da opinião de que para se ser um bom artista de retratos é preciso, não só praticar bastante, como conhecer também a cara humana em detalhe, incluindo a cabeça e o crâneo humano. Da mesma maneira de que artistas que se focam na figura humana e estudam o esqueleto humano e a anatomia dos músculos duma maneira geral, nós também assim o temos de fazer para a parte física que nos diz respeito, a cabeça, mais nomeadamente, a cara e as expressões faciais.</p>
<p>Para tal, é bom prestarmos a atenção às pessoas com as quais nós falamos, ou se não quisermos incomodá-las com o que elas podem pensar que é um olhar demasiado inquisitivo, basta observar pessoas no supermercado, num café, num bar, ou em qualquer outro sítio onde haja muita gente. Por vezes é engraçado reparar nas várias expressões que as pessoas fazem quando estão a pensar na sua própria vida, ou se hão-de levar ou não determinada peça de fruta para casa.</p>
<p>Observar as pessoas pode ser o primeiro passo para o desenho por observação. O melhor mesmo é praticar num sítio onde possamos desenhar pessoas. Se bem que nem sempre estamos perto o suficiente para podermos desenhar as caras, podemos assim o fazer com familiares,  e nem é preciso roubarmos-lhe tempo. Basta dizemos que precisamos de praticar um pouco e que eles podem ver televisão enquanto nós os desenhamos. Outra maneira que temos é simplesmente desenhar caras de pessoas em revistas, na televisão, ou na internet.</p>
<p>Um bom exercício é variar a maneira como praticamos. A primeira maneira é, ao desenhar retratos, ou, ao desenhar as caras das pessoas, como prática, podemos usar uma referência como uma fotografia, ou uma imagem parada dum vídeo, para lhes desenharmos a cara e um retrato com calma.</p>
<p>Outra maneira é praticar a partir da memória. Com isto quero dizer que podemos estar a ver um vídeo clip ou um filme, e de repente capturamos a essência da imagem e do retrato da pessoa que estamos a ver como se tirássemos uma fotografia mental com o nosso cérebro. Algumas pessoas fecham os olhos ao fazer isto porque sentem que é mais fácil para elas assim. Outras não fecham e simplesmente olham para o lado, capturando ao máximo aquilo que conseguiram da imagem. Quer se feche ou não os olhos, o que temos a fazer é manter essa imagem na nossa cabeça e desenhá-la.</p>
<p>É claro que isto é muito mais fácil dizer do que fazer, mas devemos desenhar nem que seja uma parte da cara deles. Se for difícil (e vai ser) desenhar a cara toda, o que é difícil mesmo para artistas experientes, devemos fazer os possíveis para nos lembrarmos e desenharmos uma parte ou característica da cara deles num retrato, nem que seja só o nariz, ou só os olhos, ou outra combinação qualquer.</p>
<p>Isto desenvolve a capacidade de memorização visual do cérebro que nos ajuda a desenhar retratos, e mostra-se útil no nosso quotidiano, quando por exemplo queiramos memorizar a face duma pessoa para mais tarde usarmos certas particularidades faciais que achámos interessantes nos nossos desenhos ou retratos.</p>
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		<title>Lápis ou porta-minas?</title>
		<link>http://retratex.com/lapisouportaminas/</link>
		<comments>http://retratex.com/lapisouportaminas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 12:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Materiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Que devo usar: lápis ou porta minas?
Quero manter uma posição mais ou menos neutral aqui. A resposta curta é: tanto faz. 
Para um aspirante a artista que está agora a dar os seus primeiros passos, penso que não é preciso comprar muitos materiais. Aliás, acho que é contra-produtivo. Não vale a pena estar a gastar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Que devo usar: lápis ou porta minas?</h2>
<p>Quero manter uma posição mais ou menos neutral aqui. A resposta curta é: tanto faz. </p>
<p>Para um aspirante a artista que está agora a dar os seus primeiros passos, penso que não é preciso comprar muitos materiais. Aliás, acho que é contra-produtivo. Não vale a pena estar a gastar dinheiro e tempo com materiais, se a técnica do aspirante ainda é muito pobrezinha. Mais vale poupar esse dinheiro e usar esse tempo para nos tornarmos melhores e aumentarmos a nossa experiência, que irá sendo ganha ao longo dos meses.</p>
<p>Depois de então sermos merecedores dessa atenção, aí então é que talvez valha a pena começar a investir em mais algum material, o que nos leva à questão, o que é que se deve usar, lápis ou porta-minas?</p>
<div id="attachment_196" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Wooden-pencils.png"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Wooden-pencils.png" alt="Lápis de madeira" title="Wooden pencils" width="500" height="543" class="size-full wp-image-196" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Lápis de madeira</p>
</div>
<p><strong>Lápis</strong><br />
Existe uma gama de lápis muito diversa, além das inúmeras marcas que existem, das quais podemos escolher uma selecção variável. De 9H a 9B temos uma gama muito ampla a partir da qual podemos trabalhar muitos tipos de escalas de cinzento e preto com a grafite. Nem todas as lojas têm de 9H a 9B, e como tal sugiro que arranje de 4H a 6B, já que esta gama é mais do que suficiente para a esmagadora maioria das necessidades. Outra coisa que pode fazer é comprar grafite pura, que poderá ou não equivaler a 9B, ou mais, se tal for possível.</p>
<p>O lápis tem a desvantagem de ter que ser afiado, o que pode quebrar um pouco a embalagem enquanto o artista desenha, ou a preguiça que se instala quando sabemos que o lápis precisa de ser afiado. Depois há a questão de que os bicos muitas vezes se partem nas afiadoras, e ficamos ali a perder tempo e a gastar madeira. E por falar em madeira, é dela que os lápis são feitos, o que não ajuda lá muito o ambiente. Se bem que já há lápis sintéticos, feitos de materiais alternativos, muitos deles são feitos à base de madeira quase exclusivamente.</p>
<p>Algumas das melhores marcas são Caran D’Ache e Koh-I-Noor. Investiguem nas vossas papelarias ou casas artísticas especializadas.</p>
<p><strong>Porta-minas</strong><br />
Os porta-minas por sua vez são normalmente feitos de plástico ou metal, ou uma combinação dos dois. Hoje em dia é quase tudo de plástico, mas dos anos 90 para trás havia muitos porta-minas feitos só exclusivamente com metal. Metal é um material duradoura, além do mais sabe bem sentir um porta-minas mais pesado na mão e nos dedos.</p>
<p>Existe também uma grande gama de porta-minas e marcas, desde porta-minas 0.3 a 5mm. Os mais comuns são os porta-minas 0.5 mm que a maior parte das pessoas já usou na escola ou no trabalho, assim como os porta-minas de 2mm, que são também relativamente populares e são os mais parecidos com o lápis clássico, já que 2mm é o diâmetro normal que um lápis comum de madeira costuma apresentar.</p>
<p>Aqui a vantagem é que o porta-minas fica sempre do mesmo tamanho, enquanto que o lápis tem de se afiar, o que vai mudando o seu tamanho, e a nossa percepção motora acaba por não se habituar tanto como se habitua com o tamanho constante do porta-minas, que é sempre igual. Também é preciso afiar, mas isso faz-se com a ponta do porta-minas, pelo menos a maior parte deles costuma ter uma ponta/tampa que tem um buraco onde podemos afiar o bico.</p>
<p>Nem todos têm este buraco, por isso é que existem as afiadoras rotativas, que servem para afiar o bico dos porta-minas, neste caso a imagem em baixo é para afiar um porta-minas de 2mm.</p>
<div id="attachment_194" class="wp-caption aligncenter" style="width: 314px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Afiadora-rotativa-para-Staedtler-Mars-2mm.png"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Afiadora-rotativa-para-Staedtler-Mars-2mm.png" alt="Afiadora rotativa para Staedtler Mars 2mm" title="Afiadora rotativa para Staedtler Mars 2mm" width="314" height="366" class="size-full wp-image-194" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Afiadora rotativa para Staedtler Mars 2mm</p>
</div>
<p>Em relação aos porta-minas, eu tenho um Staedtler Mars Technico 780 e um Koh-I-Noor 5617. Eu só uso o Staedtler no meu dia-a-dia, enquanto que o Koh-I-Noor é mais um objecto de colecção, já que é dos anos 80 e eu tenho-o arrumado na embalagem.</p>
<div id="attachment_84" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Staedtler-Mars-780-Tecnico-Germany1.png"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Staedtler-Mars-780-Tecnico-Germany1.png" alt="Staedtler Mars 780 Tecnico Germany" title="Staedtler Mars 780 Tecnico Germany" width="500" height="40" class="size-full wp-image-84" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Staedtler Mars 780 Tecnico Germany</p>
</div>
<div id="attachment_195" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Koh-I-Noor-5617.png"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/05/Koh-I-Noor-5617.png" alt="Koh-I-Noor 5617" title="Koh-I-Noor 5617" width="500" height="375" class="size-full wp-image-195" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Porta-minas Koh-I-Noor 5617</p>
</div>
<p>Os porta-minas 2mm também têm graduação. Talvez não tenham uma graduação tão aprimorada quanto a gama que um lápis clássico pode ter, mas a maior parte das papelarias e casas especializadas poderão ter minas de 2H a 4B, o que já é uma gama muito boa. Estas minas são de 2mm. As de 0.5mm, embora também minas bastante comuns para um porta-minas muito comum, usado no quotidiano de muita gente, não costuma ter tanta gama disponível, normalmente é mais na gama do H a 2B.</p>
<p><strong>Conclusão</strong><br />
Eu não acho que haja uma resposta definitiva em relação a qual deles usar, ou o porta-minas ou o lápis. Os puristas talvez possam dizer que é o lápis, mas eu pessoalmente uso o porta-minas mais por comodidade. Uso-o para praticamente tudo. É com esse porta-minas que eu faço os meus <a href="http://retratex.com/retrato/">retratos</a>.</p>
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		<title>O que é um retrato?</title>
		<link>http://retratex.com/oqueeumretrato/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 19:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um retrato pode ser um desenho, pintura, fotografia, escultura ou outra representação artística duma pessoa na qual a face e a sua expressão é a característica mais predominante. A intenção aqui é mostrar a parecença, personalidade e até o estado emocional da pessoa. É por isto mesmo que, em fotografia, um retrato não é normalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Um retrato pode ser um desenho, pintura, fotografia, escultura ou outra representação artística duma pessoa na qual a face e a sua expressão é a característica mais predominante. A intenção aqui é mostrar a parecença, personalidade e até o estado emocional da pessoa. É por isto mesmo que, em fotografia, um retrato não é normalmente uma captura instantânea da pessoa, mas sim uma imagem composta da pessoa numa posição parada e pré-definida e arranjada. Um retrato fotográfico e artístico normalmente mostra a pessoa a olhar directamente para o fotógrafo ou pintor de maneira a que o retrato interaja de maneira mais directa com o observador.</p>
<p>Alguns dos primeiros retratos de personalidades/pessoas foram de reis, imperadores e outras formas de governadores importantes. Outros foram a representação artísticas, através de retratos desenhados, de funerais onde o retrato lembrava à geração presente a pessoa que falecera e mostrava a gerações vindouras como essa pessoa parecia. Foram encontrados alguns retratos deste género no Egipto.</p>
<p>Na altura dos Gregos e dos Romanos, o retrato era normalmente representado através da escultura, e esta muitas vezes representava a pessoa a ser representada duma maneira realista, ainda que a pessoa na vida real fosse feia ou tivesse deformações faciais. </p>
<p>Uma das poucas outras civilizações antigas que produziam retratos de pessoas era a cultura Moche do Peru. Os retratos eram normalmente de grande detalhe anatómico e fisionómico. Normalmente só as figuras mais importantes como sacerdotes e grandes guerreiros é que eram representados desta forma.</p>
<p> Eventualmente ao longo dos séculos perdeu-se um pouco o realismo do retrato artístico para representações mais simbólicas e estilizadas, até que, na época do Renascentismo, voltamos a ter representações realísticas da figura e face humana.</p>
<p>E é desta altura que um dos retratos mais famosos do mundo Ocidental vem, da autoria de Leonardo da Vinci, a <em>Mona Lisa</em>. A Mona Lisa é um retrato não identificado duma mulher ainda jovem apesar de haver rumores que fora um retrato comissionado por um comerciante que contratara Leonardo para fazer um retrato para a sua mulher.</p>
<p>O retrato mais antigo do mundo, pelo menos o mais antigo do qual os arqueólogos e historiadores têm registo, foi encontrado em 2006 em Vilhonneur, perto de Angoulême, e estima-se que tenha cerca de 27 000 anos.</p>
<p>É por estas e por outras que as pessoas me pedem para eu lhes desenhar retratos. Um retrato dura até ao final dos tempos. A Mona Lisa é uma das peças artísticas mais importante do mundo, e calculo que ainda assim o continue a ser depois de nós na nossa geração morrermos.</p>
<p>Por esta razão peça-me agora o seu <a href="http://retratex.com/">retrato</a> e eu enviá-lo-ei cómodamente para a sua casa, e você só pagará nessa altura. Se não ficar satisfeito eu devolver-lhe-ei o seu dinheiro.</p>
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