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	<description>O site dos retratos e desenhos</description>
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		<title>A preserverança dos menos afortunados</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 10:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Num outro post que eu fiz, intitulado Qualquer um pode fazer retratos?, eu escrevi o seguinte: Qualquer pessoa, não tendo defeitos físicos ou mentais que a impeçam de agarrar e manter um objecto desenhador (ex. lápis) na mão e possuindo uma percepção básica mental, consegue desenhar. O que nós não nos apercebemos é que há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Num outro post que eu fiz, intitulado <a href="">Qualquer um pode fazer retratos?</a>, eu escrevi o seguinte:</p>
<blockquote><p>Qualquer pessoa, não tendo defeitos físicos ou mentais que a impeçam de agarrar e manter um objecto desenhador (ex. lápis) na mão e possuindo uma percepção básica mental, consegue desenhar.</p></blockquote>
<p>O que nós não nos apercebemos é que há pessoas que até desenham mais ou menos bem, e não usam as mãos. Mas&#8230; como é que isto é possível? Eu em casa já recebi folhetos e cartas onde apareciam pessoas com defeitos físicos tais como falta de um ou mais membros ou mesmo deficiência mental.</p>
<p>O tipo de deficiência mais comum de algumas dessas cartas que eu recebia era física, e mostravam pessoas em <em>ateliers</em> a pintar. Achei algumas das pinturas que fizeram bastante boas, e o mais surpreendente foi, que estas pessoas, assim as fizeram&#8230; sem braços. </p>
<p>Estes deficientes físicos, através da preserverança, esforço e prática constante, treinaram os seus pés para desenharam e pintarem proficientemente o suficiente para criarem peças artísticas que as pessoas estão dispostas a comprar.</p>
<p>O conteúdo destas e outras cartas que recebo acaba por ser para mim um pouco de suspeita, nós não sabemos até que ponto a mão do marketing está por detrás destas peças publicitárias, ou se facto as obras que vamos comprar foram feitas por indivíduos com estas deficiências físicas. As pessoas nas fotos, naquelas cartas, pareciam não ser de Portugal.</p>
<p>Eu nunca comprei nada a partir dessas cartas, ainda assim a lição que se deve tirar é o impacto que temos quando nos apercebemos da relativa boa qualidade das pinturas que estes deficientes fizeram. Artistas sem braços, que desenharam e pintaram aquelas peças com os pés.</p>
<p>É nestas alturas que ganhamos uma motivação extra para continuarmos no nosso caminho, e para praticarmos seja o que for que queremos praticar para nos tornarmos melhor, não necessáriamente no mundo do desenho ou das artes, apenas ir atrás daquilo que queremos, seja o nosso sonho de há muito ou um novo caminho que queremos percorrer.</p>
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		<title>Há dias e dias</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 08:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Motivação]]></category>

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		<description><![CDATA[Uns melhores e outros piores Eu desenho 1 hora todos os dias. Muitas vezes estou a fazer uma actividade que acaba por se tornar banal, mas por causa do hábito, eu persisto e continuo a desenhar. Há dias que não estou com grande motivação, e isso reflecte-se naquilo que eu estou a desenhar, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Uns melhores e outros piores</h2>
<p>Eu desenho 1 hora todos os dias. Muitas vezes estou a fazer uma actividade que acaba por se tornar banal, mas por causa do hábito, eu persisto e continuo a desenhar.</p>
<p>Há dias que não estou com grande motivação, e isso reflecte-se naquilo que eu estou a desenhar, o que pode ser qualquer coisa. Fora as comissões e os retratos, eu não tenho nenhum tema em particular a partir do qual eu vou escrever.</p>
<p>E depois há outros dias em que me sinto inspirado e noto uma melhoria na qualidade dos desenhos e do tema. Eu disse que não tenho nenhum tema específico, bem, não tenho, mas normalmente costumo desenhar mais o corpo humano, personagens em várias poses.</p>
<p>Hoje foi um dia neutral. Nem estava motivado nem desmotivado, mas quando comecei a desenhar reparei que estava a desenhar uma boa composição no papel, e acabei por ficar motivado pelos simples facto de me ter apercebido que o desenho estava a sair bem.</p>
<p>Há outras alturas em que, por algum motivo, aconteceu algo ou está para acontecer algo na nossa vida. Não é razão para parar de desenhar, a menos que seja uma emergência, aí assim, pára tudo. Caso contrário, só nos estamos a enganar a nós próprios quando arranjamos desculpas para não fazer isto, ou não fazer aquilo. É mais fácil estar a jogar computador ou a ver televisão do que focado a desenhar. Nada se consegue sem trabalho.</p>
<p>Portanto não desmotivem. Continuem com a vossa prática diária, ou com a prática mais frequente ou horas que conseguirem incluir, porque vai haver dias&#8230; e vai haver dias.</p>
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		<title>Qualquer um pode fazer retratos?</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 07:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Com prática dedicada&#8230; sim Esta é a minha resposta à pergunta acima. Qualquer pessoa, não tendo defeitos físicos ou mentais que a impeçam de agarrar e manter um objecto desenhador (ex. lápis) na mão e possuindo uma percepção básica mental, consegue desenhar. Agora a qualidade desse desenho já pode ser discutível. Conversa derrotista não leva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Com prática dedicada&#8230; sim</h2>
<p>Esta é a minha resposta à pergunta acima.</p>
<p>Qualquer pessoa, não tendo defeitos físicos ou mentais que a impeçam de agarrar e manter um objecto desenhador (ex. lápis) na mão e possuindo uma percepção básica mental, consegue desenhar. Agora a qualidade desse desenho já pode ser discutível.</p>
<p>Conversa derrotista não leva a lado nenhum. &#8220;Ah e tal eu não sei desenhar&#8221;. Também um médico antes de tirar o seu curso não sabia analisar o estado dum paciente através dos seus sintomas, ou um pedreiro não sabia fazer um muro antes de ser ensinado, e por aí fora.</p>
<p>Talvez algumas pessoas tenham alguma predisposição genética para serem um pouco melhores a fazer certas coisas, mas ninguém nasce ensinado. O Michael Jordan já era alto, e ele treinou muito para ser um dos melhores do mundo e será para sempre recordado no <em>Hall of Fame</em> do basquetebol. E no entanto, há muitas pessoas altas por aí. Ainda mais altas do que o Michael Jordan (mais de 2 metros), e não é por isso que eles são melhores do que ele, ou que sequer vão ser lembrados.</p>
<p>Ao princípio somos todos maus. Ao praticar, e desenhar, ao longo das semanas e meses, vamos ficando melhores e podemos olhar para trás e avaliar o nosso progresso pelos desenhos dos primeiros dias da nossa prática, em comparação com o material mais recente que produzimos. É assim a evolução de muitos artistas e o sentimento de curiosidade e felicidade que sentem ao perceber o seu próprio progresso, e até onde conseguiram chegar.</p>
<p>É claro que nada disto se consegue sem prática. Para as pessoas que pensam &#8220;qualquer dia vou começar&#8221;, isso é mais um pensamento de procrastinação, que quer dizer um adiamento de qualquer coisa. Um aspirante a artista tem de se mentalizar que se é para começar, é para continuar, e é para assim o fazer de uma maneira constante, e desenhar todos os dias. Só assim é que se conseguem resultados. Imagine se os jogadores de futebol ou outros atletas dissessem para os seus treinadores que nos próximos dias não iam treinar. Então como é que vão manter a forma? Ou melhorar?</p>
<p>Daí ser importante um bom <em>mindset</em>, termos uma perspectiva trabalhadora, estarmos motivados e cumprirmos aquilo a que nos propormos. Uma boa maneira de começar a desenhar é simplesmente desenhar em folhas de máquina/escrever ou em qualquer <em>sketchbook</em>. O tema do desenho pode ser qualquer coisa, e pode ser feito a partir da nossa imaginação, em casa, ou a partir da vida real ou fotografias, no, parque, no zoo, perto duma igreja, etc..</p>
<p>Portanto quem quer ser melhor, é melhor começar a praticar. E isto aplica-se em muitas outras áreas da nossa vida. Pratique para não ser &#8220;mais um&#8221;, e sim &#8220;qualquer um&#8221;.</p>
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		<title>Simetria e assimetria nos retratos</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 20:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A simetria e atractividade Nós não pensamos muito nisso, mas muita gente tem uma parte da face um pouco, relativamente, ou bastante diferente. A isto chama-se assimetria, uma das metades da face ser diferente da outra metade da face. Simetria é quando as faces são idênticas, o que é um fenómeno muito improvável, ou talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><div id="attachment_231" class="wp-caption aligncenter" style="width: 339px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/raparigasimétricaface.jpg"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/raparigasimétricaface.jpg" alt="Simetrica face duma rapariga" title="Simetria ou assimetria da face duma rapariga" width="339" height="352" class="size-full wp-image-231" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Face bastante simétrica duma rapariga</p>
</div>
<h2>A simetria e atractividade</h2>
<p>Nós não pensamos muito nisso, mas muita gente tem uma parte da face um pouco, relativamente, ou bastante diferente. A isto chama-se assimetria, uma das metades da face ser diferente da outra metade da face. Simetria é quando as faces são idênticas, o que é um fenómeno muito improvável, ou talvez até impossível. Quando dizemos que a face de alguém é simétrica, não quer dizer que tenha as duas metades da cara 100% e rigorosamente idênticas até ao mais infímo pormenor das células, porque isso nunca vai acontecer, é mais para descrever em como a face daquela pessoa é bastante simétrica.</p>
<p>A simetria também se pode expandir para o corpo, não necessáriamente para a face, se bem que seja para a face que as pessoas fazem avaliações mais fácilmente e mais frequentemente, e não tanto para o corpo, se bem que a culpa é das roupas que nós usamos.</p>
<p>Foram feitos estudos em que os participantes foram dados fotografias de várias caras de pessoas e lhes disseram para avaliar o grau de beleza ou de atractividade das faces nas fotos. Um pouco por todo o mundo, todas as culturas apontam as pessoas mais atractivas como aquelas que têm a face mais simétrica. </p>
<p>A Mãe Natureza oferece às pessoas com uma face mais simétrica traços que as tornam mais atractivas para membros do sexo oposto (e talvez do mesmo sexo dependendo da orientação sexual de cada um) e que lhes fazem aumentar as hipóteses de reprodução e achar um parceiro.</p>
<p>Este estudo é uma coisa que nós podemos fácilmente constatar. Muitos actores famosos e outras celebridades que são consideradas atractivas mostram, nem todos, mas pelo menos alguns, altos níveis de simetria na cara.</p>
<p>Neste exemplo em baixo temos o original da foto da face dum rapaz com óculos escuros, e depois temos duas variantes da foto original mostrando a cara como se as duas metades da face fossem perfeitamente simétricas, apenas com algumas proporções diferentes, mas simétricas de qualquer forma.</p>
<div id="attachment_233" class="wp-caption aligncenter" style="width: 499px">
	<a href="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/Exemplo-de-rapaz-simétrico-e-assimétrico-face1.jpg"><img src="http://retratex.com/wp-content/uploads/2010/07/Exemplo-de-rapaz-simétrico-e-assimétrico-face1.jpg" alt="Exemplo de simetria e assimetria na face dum rapaz" title="Exemplo de rapaz simétrico e assimétrico face" width="499" height="219" class="size-full wp-image-233" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Exemplo de simetria e assimetria na face dum rapaz</p>
</div>
<p>Portanto, a desenhar retratos, a lição é, a cara das pessoas não é toda igual em relação à sua face esquerda ou direita, e mesmo quando estamos a desenhar caras de pessoas a partir da nossa imaginação, não precisamos de fazer um grande esforço visual para tentar fazer com que o outro olho fique igual a nível de proporção, porque o mais provável é que não seja se essa personagem que estamos a criar existisse. Se estivermos a fazer um retrato a partir duma fotografia para um cliente, aí sim, temos de desenhar tal e qual o que está lá, até porque há pessoas que têm a cara muito simétrica, e a proporção dos olhos, e outras características faciais, poderão ser muito iguais&#8230; ou não.</p>
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		<title>Praticar o desenho e viver a vida</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 13:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Desenhar e viver Eu desenho 1 hora todos os dias. A prática é uma coisa muito importante, se queremos ser bons a fazer uma coisa, temos de saber fazê-la muita vez. Um jogador de futebol teve de praticar muito, desde pequeno, em criança, passando pela adolescência, até à idade adulta. Os melhores jogadores de futebol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Desenhar e viver</h2>
<p>Eu desenho 1 hora todos os dias. A prática é uma coisa muito importante, se queremos ser bons a fazer uma coisa, temos de saber fazê-la muita vez. Um jogador de futebol teve de praticar muito, desde pequeno, em criança, passando pela adolescência, até à idade adulta. Os melhores jogadores de futebol começaram assim, investindo milhares e milhares de horas de prática no seu campo de experiência favorito.</p>
<p>Isto faz-me lembrar os livros <em>Outliers</em> e <em>The Tipping Point</em>, ambos de Malcom Gladwell. Eu não li os livros, eu ouvi-os em formato audiobook, porque assim posso estar a desenhar ou a conduzir enquanto vou a ouvir. Um audiobook é um livro, mas em formato áudio, em vez de visual. Assim posso estar a aproveitar o meu tempo a aprender enquanto estou a fazer outras coisas. Eu cheguei a falar nisto noutro post meu, <a href="http://retratex.com/desenharmusica/">Desenhar com música</a>.</p>
<p>No(s) livro(s) Gladwell fala em como, para atingirmos nível de <em>expert</em> em determinado assunto, categoria, desporto, ou profissão, devemos ter 10 000 (dez mil)  horas de prática nisso em que estamos ou queremos estar envolvidos.</p>
<p>Isto faz sentido. Ele chega a dar o exemplo dos tocadores de orquestra e a diferença entre os amadores e os profissionais. Os tocadores de orquestra profissionais, em grandes companhias, treinavam, enquanto eram mais pequenos e andavam na escola, 25 a 30 horas por semana, enquanto os amadores, treinavam/tocavam 10 horas por semana, se isso. É fácil chegar à conclusão que o talento é uma coisa sobrevalorizada, é mais à base do tempo que nós investimos em nós próprios e na actividade em que estamos a ficar melhores.</p>
<p>Portanto faz sentido que pratiquemos. É preciso praticar, no entanto, também é preciso viver a nossa vida. Não devemos chegar ao ponto em que só queremos ou pensamos que &#8220;devemos&#8221; fazer certa coisa ou actividade, só porque os outros pensam que o devemos fazer, ou porque nós pensamos que temos a obrigação de assim o fazer.</p>
<p>Faz-me lembrar um colega meu que andava num ginásio. Ele ia todos os dias ao ginásio, de segunda a sábado. Eu imagino que se o ginásio estivesse aberto ao domingo que ele também lá ia. Mais tarde li um artigo em como se falava muito na anorexia feminina, e em como as mulheres deixavam de comer, e nesse artigo vinha uma análise em como uma nova &#8220;doença&#8221; emergente estava a atacar os homens, que era a mania do ginásio e do exercício, em como eles queriam ir todos os dias ao ginásio para ganhar ou manter o cabedal que eles têem.</p>
<p>A propósito disto, um amigo meu disse-me que, no trabalho dele, há um homem, casado, com duas filhas, que não foi de férias com a mulher e as filhas. Quando o meu amigo lhe perguntou porquê, ele disse, &#8220;pois, mas e o ginásio&#8230;?&#8221;. Isto ilustra bem este ponto, este homem não queria ir de férias com a mulher e as filhas para ficar e continuar aquelas 2 semanas (ou mais) no ginásio.</p>
<p>Eu acho que é bom ter um passatempo, praticar alguma coisa, investir o nosso tempo numa perícia técnica à nossa escolha. Acho isso tudo muito bem, desde que não interfira com a nossa saúde mental, ou com a nossa vida, porque ao fim ao cabo, todos nós um dia vamos fechar os olhos e ir embora, e nada disto vai fazer diferença. Mais vale aproveitar enquanto pudermos.</p>
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		<title>Desenho e presença</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 19:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser mais presente no desenho Esta é uma teoria interessante que eu li num fórum, e a teoria é basicamente desenhar para estarmos mais presentes, para ter mais presença. Ter mais presença, como conceito, depende da interpretação de cada um do que é estar mais presente. Para muitos estar mais presente não é necessáriamente estar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h2>Ser mais presente no desenho</h2>
<p>Esta é uma teoria interessante que eu li num fórum, e a teoria é basicamente desenhar para estarmos mais presentes, para ter mais presença.</p>
<p>Ter mais presença, como conceito, depende da interpretação de cada um do que é estar mais presente. Para muitos estar mais presente não é necessáriamente estar alerta e sim prestar mais atenção a nós próprios e aos outros, duma maneira serena. Eu sei que parece que estar alerta e prestar mais atenção são muito parecidos, mas estar mais presente é uma maneira de prestar atenção a nós mesmos e aos outros e ao que nos rodeia duma maneira relativamente calma e serena.</p>
<p>Estar mais presente também pode significar estarmos em contacto com uma espécie de consciência geral, da matéria e da substância de que somos todos feitos e que somos todos um. Isto já é um bocado palco para as conversas dos Gurus da Índia, ainda assim é o que estar presente significa para alguns.</p>
<p>Quando eu desenho, eu não estou necessáriamente mais presente, aquilo que eu noto é que posso entrar numa espécie de trance, em que deixo de notar sons e outras coisas à minha volta. Não num sentido absurdo, do tipo, havia um terramoto (bater na madeira 3 vezes) e eu continuava a desenhar, não, não é isso, porque qualquer problema à nossa integridade física iria activar o nosso instinto de sobrevivência e iríamos fácilmente sair de qualquer trance.</p>
<p>Quando eu digo trance eu refiro-me a tudo, não quero dizer só hipnose. E já agora, uma pessoa hipnotizada está em completo controlo de si mesma. Aquelas pessoas que vemos na televisão a serem sujeitas aos hipnotizadores de palco, são pessoas que fazem aquilo de livre vontade, são pessoas que querem sair à sua rotina e vida normal e que se querem comportar duma maneira que normalmente não se comportam. Só o simples facto de terem aceite o convite dum hipnotista de palco já significa que estão dispostos a dar espectáculo e estão receptivos às ordens.</p>
<p>Trance pode ser muita coisa. Entramos em trance enquanto conduzimos de carro, ou vamos de autocarro ou de outro transporte ou caminho qualquer que fáçamos duma maneira frequente. Entramos em trance ao ver televisão, etc, etc. E já agora, estar em trance não significa que estamos com os olhos fechados ou que parecemos uns tontinhos, não, estar em trance apenas pode querer dizer que estamos a fazer uma determinada actividade. No exemplo do carro, muitas vezes eu vou a conduzir e quando dou por mim penso &#8220;já conduzi até aqui?&#8221;.</p>
<p>Eu desenho todos os dias, e além do facto de eu entrar em trance algumas vezes enquanto desenho, ou os retratos ou seja o que for, eu não costumo estar mais presente, ou pelo menos não encaro isso como estando mais presente, ou sentir-me <em>enlightened</em>, ou esclarecido, ou um erudito por causa disso.</p>
<p>Por outro lado, isso não quer dizer que não possa ser uma boa actividade. Para muitas pessoas, mesmo que não tenham muita perícia técnica, desenhar e pintar é uma actividade relaxante. Secalhar para mim também é relaxante, eu é que já desenho há tanto tempo que provavelmente já me esqueci do quão relaxante é e já se tornou banal.</p>
<p>Experimentem, talvez para vocês desenhar até pode ser um exercício relaxante que vos pode dar mais presença de espírito e talvez até alguns benefícios que estão associados com a meditação.</p>
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